Reajuste do aluguel em novembro: IGP-M sobe para 5,24% em 12 meses
Edição de novembro: o IGP-M passou de 3,34% para 5,24% em 12 meses e voltou a ficar acima do IPCA. Veja a conta para quem tem contrato fazendo aniversário.
Jundiaí Realty · 03 de novembro de 2026

Dados atualizados em novembro de 2026.
Esta é a edição de novembro do nosso acompanhamento mensal dos índices de aluguel. Em um mês, o quadro virou: em outubro, quem tinha contrato pelo IGP-M pagava um reajuste menor do que quem tinha contrato pelo IPCA. Agora é o contrário.
O que mudou em outubro
- IGP-M (FGV): subiu 1,47% em outubro, depois de 1,57% em setembro, e o acumulado em 12 meses saltou de 3,34% para 5,24%. Os preços no atacado seguiram puxando o índice. O resultado foi divulgado pela FGV em 29 de outubro.
- IPCA (IBGE): o índice cheio de outubro só sai em 10 de novembro. O último disponível, de setembro, acumula 4,58% em 12 meses. A prévia de outubro, o IPCA-15, subiu 0,32% e acumula 4,62% em 12 meses, o que indica um número parecido.
- IVAR (FGV): o índice que mede só os aluguéis residenciais de contratos assinados acumulava 5,08% em 12 meses em setembro. O resultado de outubro está previsto para 6 de novembro.
O salto do IGP-M tem uma explicação simples: saiu da conta de 12 meses o resultado de outubro de 2025, que tinha sido de queda de 0,36%, e entrou uma alta de 1,47%.
Quanto fica o reajuste na prática
Na maioria dos contratos com aniversário em novembro, a conta usa o índice acumulado nos 12 meses até outubro. Para um aluguel de R$ 2.500:
- pelo IGP-M, passa a R$ 2.631,00, ou R$ 131 a mais por mês;
- pelo IPCA, o valor exato depende do índice de 10 de novembro. Se ficar perto da prévia de 4,62%, o aumento será de cerca de R$ 115 por mês.
Em um único mês, o reajuste pelo IGP-M de um aluguel de R$ 2.500 passou de R$ 83,50 para R$ 131.
Quem tem contrato pelo IPCA e aniversário em novembro deve esperar a divulgação do dia 10 antes de fechar o novo valor. Usar a prévia como se fosse o índice oficial gera diferença e retrabalho.
Para o inquilino
- Confira a cláusula de reajuste. Ela diz o índice e o mês de referência. Sem cláusula, não há reajuste automático.
- Peça o cálculo por escrito, com o índice e o período de 12 meses usados.
- Converse antes do aniversário. Inquilino que paga em dia tem argumento para propor um reajuste menor, ou até a troca do índice para os próximos anos.
Para o proprietário
- O índice cheio é um direito, não uma obrigação. Com o IGP-M mais alto, vale comparar o novo valor com o que imóveis parecidos estão pedindo no mesmo bairro.
- Imóvel vazio custa caro. Um mês sem inquilino, com condomínio e IPTU por sua conta, costuma custar mais do que a diferença entre aplicar o índice inteiro ou parte dele.
- Aluguel defasado tem outro caminho. Se o valor ficou muito abaixo do mercado, a Lei do Inquilinato permite pedir revisão depois de três anos de contrato ou do último acordo.
Se o seu contrato faz aniversário agora, em Jundiaí ou na região, fale com a Jundiaí Realty. A gente confere o índice, faz a conta e ajuda a conduzir a conversa entre as partes. CRECI 047292-J.
Fontes
- Banco Central do Brasil: série do IGP-M (SGS 189)
- Jornal do Comércio: IGP-M sobe 1,47% em outubro (29/10/2026)
- Banco Central do Brasil: série do IPCA (SGS 433)
- Banco Central do Brasil: série do IPCA-15 (SGS 7478)
- IBGE: IPCA-15
- Diário do Grande ABC: aluguel residencial sobe 0,28% em setembro, aponta IVAR
- Lei 8.245/1991, Lei do Inquilinato
Ficou alguma dúvida sobre o seu caso?
Falar com especialista



