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Reajuste do aluguel em outubro: IGP-M de 3,34% e IPCA de 4,58% em 12 meses

IGP-M acumula 3,34% e IPCA 4,58% em 12 meses até setembro. Veja quanto sobe o aluguel e o que inquilino e proprietário devem considerar.

Jundiaí Realty · 16 de outubro de 2026

Dados atualizados em outubro de 2026.

Todo contrato de aluguel tem uma data de aniversário e um índice de reajuste. Para quem faz aniversário de contrato em outubro, a conta usa a inflação acumulada nos 12 meses até setembro, e os dois índices mais usados estão bem distantes um do outro.

Os números de setembro de 2026

  • IGP-M (FGV): subiu 1,57% em setembro e acumula 3,34% em 12 meses. No ano, 3,45%. O mês foi puxado pelos preços no atacado.
  • IPCA (IBGE): subiu 0,82% em setembro e acumula 4,58% em 12 meses, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. A energia elétrica foi o principal peso do mês.
  • IVAR (FGV): o índice que mede só os aluguéis residenciais de contratos assinados subiu 0,28% em setembro e acumula 5,08% em 12 meses. Ele acompanha São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Quanto fica o reajuste na prática

Para um aluguel de R$ 2.500 com aniversário em outubro:

  • pelo IGP-M, passa a R$ 2.583,50 (mais R$ 83,50 por mês);
  • pelo IPCA, passa a R$ 2.614,50 (mais R$ 114,50 por mês).

Este ano, quem tem contrato pelo IGP-M paga um reajuste menor do que quem tem contrato pelo IPCA. Há poucos anos era o contrário.

Vale lembrar que o índice só oscila tanto porque mede coisas diferentes. O IGP-M carrega preços de atacado e de matérias-primas; o IPCA mede o custo de vida das famílias. Por isso um contrato pode pesar mais em um ano e menos no outro.

O que o inquilino deve observar

  • Confira o índice e a data no contrato. O reajuste é anual e segue o que foi assinado. Sem cláusula, não há reajuste automático.
  • Peça o cálculo por escrito. A imobiliária ou o proprietário deve mostrar o índice usado e o período de 12 meses considerado.
  • Negociar é permitido. Proprietário e inquilino podem combinar um reajuste menor, sobretudo quando o inquilino paga em dia e cuida bem do imóvel.

O que o proprietário deve pesar

  • Reajuste não é o mesmo que preço de mercado. Os anúncios de aluguel novo subiram bem mais do que os índices: o Índice FipeZap de locação aponta alta de 9,13% em 12 meses no país. Mas um bom inquilino que fica evita meses de imóvel vazio, condomínio e IPTU pagos do próprio bolso.
  • Aplicar o índice integral é direito, não obrigação. Em alguns casos, abrir mão de parte do reajuste custa menos do que uma troca de inquilino.
  • Revisão de valor tem regra. Se o aluguel ficou muito abaixo do mercado, a Lei do Inquilinato permite pedir revisão depois de três anos de contrato ou do último acordo.

Se você tem um contrato fazendo aniversário ou quer saber se o seu aluguel está alinhado ao mercado de Jundiaí e região, fale com a Jundiaí Realty. A gente faz a conta com você e explica cada passo. CRECI 047292-J.

Fontes

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