Selic a 13,75% e juros do financiamento: quanto cada banco cobrou em setembro
Copom cortou a Selic para 13,75%. Veja as taxas médias de Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e BB e o que muda para quem quer comprar em Jundiaí.
Jundiaí Realty · 16 de outubro de 2026

Dados atualizados em outubro de 2026.
Quem pensa em comprar com financiamento quer saber duas coisas: quanto custa o dinheiro hoje e para onde ele vai. Os números de setembro e outubro ajudam a responder.
A Selic caiu de novo, para 13,75% ao ano
Na reunião de 15 e 16 de setembro de 2026, o Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano. Foi mais um corte de 0,25 ponto, e é essa a taxa em vigor, segundo a série oficial do Banco Central. A próxima reunião está marcada para 3 e 4 de novembro.
A Selic não é a taxa do seu financiamento, mas puxa o custo de captação dos bancos. Quando ela cai de forma contínua, as tabelas do crédito imobiliário costumam acompanhar, com algum atraso.
Quanto os bancos cobraram em setembro
O Banco Central publica, todo mês, a taxa média que cada banco efetivamente cobrou nos contratos de pessoa física. São médias do que foi contratado em setembro de 2026, ao ano, sem a TR. O valor que cada cliente recebe depende de renda, entrada, prazo e relacionamento com o banco.
Financiamento pelo SFH (taxas reguladas, corrigido pela TR), a linha usada na maior parte das compras de imóvel para moradia:
- Caixa: 7,98% ao ano (a média inclui as linhas com recursos do FGTS, que puxam a taxa para baixo)
- Banco do Brasil: 10,61% ao ano
- Bradesco: 11,77% ao ano
- Santander: 11,85% ao ano
- Itaú: 11,87% ao ano
Financiamento com taxas de mercado (corrigido pela TR):
- Caixa: 12,05% ao ano
- Itaú: 12,14% ao ano
- Bradesco: 12,24% ao ano
- Santander: 12,31% ao ano
- Banco do Brasil: 14,49% ao ano
Um ponto percentual parece pouco, mas em R$ 400 mil financiados por 30 anos ele muda a primeira parcela em algumas centenas de reais.
O que isso significa na parcela
Um exemplo simples, só com juros e amortização pela tabela SAC (sem seguros, taxas do banco e TR), para R$ 400 mil em 360 meses:
- a 10,61% ao ano, a primeira parcela fica perto de R$ 4.487;
- a 11,85% ao ano, perto de R$ 4.862.
São cerca de R$ 375 a mais por mês no começo do contrato. Como os bancos limitam a parcela a uma fatia da renda, em geral perto de 30%, essa diferença também muda o valor de imóvel que cabe no seu orçamento.
O que muda para quem quer comprar em Jundiaí
- Compare o custo efetivo total (CET), não só a taxa. Seguros e tarifas pesam, e a diferença entre bancos aparece ali.
- Simule em mais de um banco. Os números acima mostram distância de quase quatro pontos entre a menor e a maior média na mesma modalidade.
- Use o FGTS se tiver direito. Ele reduz o valor financiado e, com isso, os juros pagos ao longo do contrato.
- Prefira a SAC se a renda permitir. A parcela começa maior, mas cai mês a mês e o total de juros é menor do que na Price.
- Não espere a taxa ideal para começar. Com a Selic em queda, quem contrata hoje pode tentar a portabilidade do financiamento para outro banco mais adiante, se as taxas baixarem.
Em Jundiaí e nas cidades vizinhas, a decisão também passa pelo bairro, pelo condomínio e pelo tempo até o trabalho. A conta do financiamento só fecha quando o imóvel faz sentido para a sua rotina.
Se você quer entender quanto consegue financiar e quais imóveis cabem nesse valor, fale com a Jundiaí Realty. A gente faz a simulação com você e acompanha a conversa com o banco. CRECI 047292-J.
Fontes
- Banco Central do Brasil: série oficial da meta Selic (SGS 432)
- Banco Central do Brasil: histórico das taxas de juros do Copom
- Banco Central do Brasil: taxas de juros por instituição financeira, setembro de 2026 (dados abertos)
- Banco Central do Brasil: consulta de taxas de juros por instituição
- B3 Bora Investir: calendário do Copom em 2026
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